top of page
  • Whatsapp
  • Instagram
  • Facebook

JOÃO DI SOUZA

JOÃO DI SOUZA

​

Itabuna – Bahia - BA, 1976

Reside e trabalha em São Paulo

​

Ao que parece, sua aproximação para com o mundo vegetal e, consequentemente, para com a natureza, remonta à infância. Vivida na Bahia de Todos os Santos, em meio aos remanescentes de mata atlântica (entremeados por fazendas de cacau), tal infância também convidava o jovem menino a contemplar sua exuberância. Com isso não se afirma que a primeira impressão é aquela que fica: no trabalho pictórico de João, tamanha é a permanência do elemento fitomórfico, seria fácil justificá-lo a partir de seu apaixonamento pelo mundo das plantas desde o ponto de partida de sua trajetória.
Ocorre que a resolução de sua pintura não acontece segundo a precisa observação da natureza, nem dela recolhe mais que um mero ponto de partida. Seu interesse parece ser o tensionamento, a transmutação dos elementos vegetais (ou a eles assemelhados) em formas mais ou menos expressivas. Sem nenhum comprometimento com a ideia de paisagem, aqui precariamente definida como enquadramento que recorta uma determinada parcela de mundo (natural e/ou humano), sua prática está mais próxima do arranjo e do agrupamento. O que interessa é tomar o elemento natural como motif, e manejá-lo no intuito da composição formal. A tela não é construída como um feixe, mas pensada como superfície que deve ser preenchida pela volúpia vegetal.
Fazem parte de seu processo a fotografia de canteiros urbanos, a observação das plantas na cidade, o interesse irrefreável pelo verde e pelas tonalidades abertas. Não à toa, de frente a seu ateliê, situado na Av. Nove de Julho, no centro da cidade de São Paulo, há um singelo jardim feito pela união de múltiplos vasos. Um jardim feito sobre a calçada e à beira do asfalto, num verdadeiro vale de concreto - onde as montanhas são os arrimos e prédios que margeiam a grande avenida. Num arroubo vegetal que lembra Giuseppe Arcimboldo (1526-1593), embora sem nenhum interesse antropomorfo, João constrói um artificial com elementos de extração natural. Tal como o jardim urbano e o canteiro, vemos a pretensa liberdade vegetal presa no interesse da civilização interesse que passa, inclusive, pela volúpia e pelo senso decorativo.


Matheus Drumond

 

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS:

​

2024 Vegetabilia, curadoria Matheus Drumond, Galeria Contempo.

​

2018 Veredas Quimeras Casa da Luz São Paulo.

​

2016 Lenhador, curadoria Ricardo Resende, Laboratório 52 São Paulo.

​

2015 Caminhos, curadoria Zeca Carlos Onôrio Galeria Espaço Livraria Cultura.

​

2014 Circos, Coleção Anri Ricanatti, Museu Ralli, Uruguai.

​

2008 Fundação Ormeo Junqueira Botelho - Artista Figurativo – Cataguases / MG.

​

2009 Museu Casa Solar de Santo Antônio – Salvador – Bahia.

 

EXPOSIÇÕES COLETIVAS SELECIONADAS:

​

2024 CCSP Centro Cultural Vergueiro. Suplente.

​

2023 Rotas Brasileiras, Galeria Contempo.

​

2023 Corações À Desmedida. Uma Homenagem a Rochelle Costi.

Solar dos Abacaxis, Casa do Povo, Casa de Cultura Mario Quintana.

​

 2023 Rosas Brasileiras, Curadoria Giancarlo Latorraca e Paulo Von Poser, Farol Santander.

​

2022 Os Seres do Mundo, Curadoria Marcus Lontra, Centro Cultural Correios - RJ

​

2022 Varias Paisagens, Curadoria Marcus Lontra, Olímpia SP.

​

2021 Retrato para um Novo Mundo. Casa da Luz SP.

​

2021 Galeria Dila Oliveira - SP.

​

2020 “Minha Terra tem Palmeiras / Onde Canta o Sabia” Leo Bahia Arte Contemporânea - ES.

​

2018 Galeria Verve - São Paulo.

​

2017 Exercício, curadoria Marcio Harum.

​

2017 Ecce Homo, curadoria Ian Duarte Galeria Verve, São Paulo.

​

 2016 Galeria Orlando Lemos – Belo Horizonte - Minas Gerais.

​

2016 Feira Parte São Paulo, Grupo Aluga-se, São Paulo.

​

2016 Zoourbano, curadoria Burt O´Graf – Ibirapuera - São Paulo.

​

2015 Museu da Diversidade curadoria Paulo Van Poser, São Paulo.

​

2014 Marp de Ribeirão Preto, curadoria Ricardo Resende, Ribeirão Preto - SP.

​

2013 Quase a Última Foto, Museu Mário Quintana, Alegrete, Rio Grande do Sul.

​

2012 Chapel Art Show, São Paulo.

​

Coleção Metrópolis, Centro Cultural Justiça Eleitoral / Rio de Janeiro 2013.

​

2010 a 2017 Grupo Aluga-se Coletivas, São Paulo, Dinamarca, Campo Grande, Buenos Aires, Jatai, Santos, MAM Bahia. Marp, MAC Campinas.

bottom of page